A maquinagem por
arranque de apara é sem sombra de dúvida uma das áreas nobres do nosso
sector e por consequência merece da parte do CENFIM um acompanhamento muito
especial, por isso a importância destes seminários para que os nossos
formandos e os profissionais das empresas possam acompanhar as novidades em
termos de ferramentas de corte. Não nos podemos isolar do mundo, temos que
perceber que é muito importante saber o que de novo existe, não podemos
continuar a suportar as nossas decisões baseadas em experiências passadas, é
necessário ouvir outras pessoas a falarem destes temas para que a nossa
capacidade de visão para uma melhor decisão aumente. A seleção de uma
ferramenta, a definição dos paramentos corretos de corte não pode ser uma
coisa empírica, tem que ser sustentada com dados técnicos concretos e
escolhas otimizadas. Não podemos continuar a funcionar na base do
“desenrasque” temos que escolher e determinar a escolha das nossas
ferramentas de acordo com dados técnicos mais precisos.
Outra das
vertentes deste seminário foi também fazer o contraponto entre a visão da
indústria, o ensino profissional e universitário e os fabricantes. É
importante que todos estes elementos se agregem para que a indústria possa
tirar o melhor partido do forte investimento que faz em ferramentas. O custo
destes consumíveis representa muito no orçamento de qualquer projeto, por
isso não pode continuar a ser gerido de forma arbitrária e baseada em
experiencias mais ou menos duvidosas.
Na sequência deste
seminário, ficou ainda o desejo por parte do Núcleo do CENFIM da Trofa de
realizar este mesmo seminário para o ano mas com um aliteração, a realização
de ensaios práticos, em que seja possível comparar tempos de maquinagem,
desgaste de ferramentas, rigor dimensional e estado de acabamento
superficial obtido, para isso contamos dispor de algum equipamento de
controlo como seja o caso de uma máquina de medir tridimensional e um
rugosimetro para aferir o verdadeiro estado de acabamento superficial
obtido. Não podemos continuar a aferir um estado de acabamento de uma peça
pela observação visual ou pelo toque das unhas. Se compreendermos melhor
aquilo que fazemos, se conseguirmos quantificar e controlar os resultados
obtidos, então estamos no caminho da melhoria continua. Enquanto fizermos as
coisas de forma aleatória nunca poderemos aspirar a melhorias consideráveis
ou ganhos de produtividade significativos seja na indústria ou nos serviços
nomeadamente na Formação Profissional.
Eventos desta
natureza são para repetir todos anos, . A importância da ligação/
colaboração entre estas entidades é fundamental para a garantia e melhoria
da qualidade da formação na perspetiva das pessoas e das organizações onde
trabalham.
Estes eventos
também trazem ao Núcleo muitos ex-Formandos,” cimentando” uma relação
continuada que pretendemos ter entre CENFIM e as Empresas do Setor e os seus
Colaboradores.
António
Luís - Diretor dos Núcleos do CENFIM de Arcos de Valdevez e Trofa e Américo
Costa - Licenciado em Eng.ª Mecânica pela Universidade do Porto - Técnico de
Formação do CENFIM do Núcleo de Trofa